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A DX publicou uma pesquisa interessante que constatou que os ganhos de produtividade com IA ainda estão muito abaixo do hype. Os principais motivos levantados foram: 1) Escrever código nunca foi o principal gargalo Escrever código é só uma parte pequena do trabalho real de engenharia (16% do tempo, segundo pesquisa da Microsoft). IA acelera escrita de código, não necessariamente o sistema inteiro. 2) Automatizar apenas parte do ciclo de desenvolvimento cria novos gargalos Esse é o ponto chave: IA acelerou muito a escrita de código, mas isso gerou gargalos em outras partes do processo como code review e validação. Mais código está sendo produzido, mas o tempo economizado escrevendo código está sendo perdido na validação mais minuciosa desse código. Nesse formato, o gargalo só muda de lugar. A conclusão pra mim é óbvia: o ganho maior está vindo para as empresas que conseguem automatizar com IA o ciclo de desenvolvimento de software como um todo, e não apenas geração de código. 3) Fricção social atrapalha adoção A pesquisa fala sobre polarização entre engenheiros “pró-AI” e “anti-AI”. Em algumas empresas, as pessoas ainda nem sabem se usar IA é algo “bem visto” ou não. É missão do/da CTO guiar o time nessa transição que estamos vivendo. 4) Limitações das ferramentas e skill gaps Saber usar ferramentas de IA virou uma das skills mais importantes, e boa parte das pessoas ainda está no começo da curva de aprendizado. Além disso, as ferramentas ainda estão amadurecendo e nem sempre se encaixam naturalmente nos workflows existentes. 5) A maior parte das ferramentas de IA ainda não possui contexto suficiente Grande parte do contexto importante ainda vive na cabeça das pessoas, em conversas, em decisões antigas, em conhecimento implícito. 6) Outras observações interessantes da pesquisa:
Importante: a pesquisa usa dados até fevereiro de 2026. Nesse mercado, isso praticamente significa “ontem”. As ferramentas estão evoluindo muito rápido e provavelmente veremos ganhos maiores nas próximas pesquisas. No fim, o resumo é: IA já é uma ferramenta extremamente útil, mas os maiores gargalos da engenharia continuam sendo humanos, organizacionais e sistêmicos. Fonte: AI and engineering velocity: A longitudinal analysis |
Ex-VP Engineering @ Creditas ($4.8B). 20+ years building and scaling tech teams. Today, I help CTOs make better decisions.
Nos últimos meses construí um projeto pessoal usando Claude como principal ferramenta de desenvolvimento. A ideia parecia simples: Criar um bolão da Copa do Mundo onde os participantes fazem todos os palpites antes do torneio começar, como fazíamos em excel até pouco tempo atrás. O software ficou pronto muito mais rápido do que eu imaginava. Mas o mais interessante foram os aprendizados ao longo do caminho. Alguns deles: Testes são obrigatórios. Em um momento eu decidi que iria ler todos os...
Uma ideia muito forte do Uncle Bob sobre IA: “Sem restrições, os agentes fazem qualquer coisa.” Por isso ele insiste muito na criação de “physical barriers”. Ou seja: mecanismos concretos que limitam o que a IA pode fazer dentro do sistema. O checklist que ele sugere é interessante: unit tests com cobertura extremamente alta (os agentes usam os testes para entender o comportamento esperado do sistema) acceptance tests escritos em Gherkin/BDD (testes legíveis por humanos funcionando como...
Una idea muy fuerte de Uncle Bob sobre IA: “Sin restricciones, los agentes hacen cualquier cosa.” Por eso insiste mucho en la creación de “physical barriers”. Es decir: mecanismos concretos que limitan lo que la IA puede hacer dentro del sistema. El checklist que él sugiere es interesante: unit tests con cobertura extremadamente alta (los agentes usan los tests para entender el comportamiento esperado del sistema) acceptance tests escritos en Gherkin/BDD (tests legibles para humanos...