Padrões claros -> código consistente


No texto anterior, falei que especificações começam a ganhar espaço como fonte da verdade. Mas isso ainda pode parecer abstrato.

Na prática, isso começa a aparecer em algo bem simples: arquivos que descrevem como o seu time constrói software.

Coisas como:

  • README
  • guidelines de código
  • decisões de arquitetura
  • padrões de organização do sistema
  • instruções de como contribuir

E, mais recentemente, isso também aparece em formatos como:

  • constitutions
  • system prompts
  • skills e playbooks para agentes

O nome e formato podem variar.

Mas o papel é o mesmo: deixar claro como o time trabalha.

Quais padrões seguimos por aqui?
Como organizamos o código?
Que tipo de decisão privilegiamos?
O que é considerado um bom resultado?

Historicamente, muito disso não estava escrito. Essas decisões viviam na cabeça das pessoas.

O resultado era previsível: inconsistência.

Cada pessoa implementava de um jeito. Cada parte do sistema evoluía com padrões ligeiramente diferentes.
E o máximo que podíamos esperar era que, com boas revisões, o código convergisse. Sabemos que, na prática, raramente ficava realmente consistente.

Com IA, isso muda.

Se você explicita como seu time constrói software, a chance de o código ser gerado seguindo esses padrões aumenta muito. Não porque a IA “é melhor engenheira”. Mas porque você deixou claro o que espera.

Antes, você dependia de cada pessoa interpretar corretamente esses padrões.
Agora, você consegue aplicá-los com muito mais consistência.

E isso muda o papel desses arquivos.

Eles deixam de ser documentação de apoio e passam a ser parte ativa do processo de desenvolvimento.

Na prática, eles passam a funcionar como:

  • referência para o time
  • input para IA
  • mecanismo de padronização

E aqui entram três mudanças importantes no dia a dia:

  • Esses arquivos deixam de ser algo estático e passam a evoluir com frequência. Idealmente, várias vezes por semana.
  • Eles precisam estar no controle de versão, junto com o código, e serem usados por toda a equipe, não só como documentação, mas como parte do fluxo de trabalho.
  • Toda vez que a IA gerar algo que não saiu como você esperava, em vez de apenas corrigir o código, você melhora esses arquivos. Com o tempo, o sistema aprende como o seu time trabalha.

Se no texto anterior falamos que o foco sai do código, aqui fica claro para onde ele vai.

Times que fizerem isso bem não vão só escrever menos código. Vão construir sistemas mais consistentes.

E essa diferença começa pequena, mas acumula rápido.

Leo Andreucci - CTO Mentor

About me: I have been working in startups since 2004. I spent 10 years at Apontador/MapLink and was part of Creditas (fintech last valued at $4.8bi) from its early days. Initially, as an Advisor, I hired the first software engineers for Creditas. As the business developed, I joined the project full-time as VP. I scaled the technology team to 150 people and later led international expansion and new product initiatives. I left in 2022 and, after a sabbatical, started working as an independent consultant in 2023.

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