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Grande parte da discussão sobre IA está focada em produtividade. Mas tem uma mudança mais profunda acontecendo. De identidade. Por muito tempo, ser uma boa pessoa desenvolvedora esteve muito ligado à capacidade de escrever código bem. Conhecer a linguagem, dominar frameworks, resolver problemas na mão. Isso não desapareceu. Mas deixou de ser o principal diferencial. Porque escrever código ficou muito mais fácil. E isso ajuda a explicar parte da resistência que ainda vemos (embora cada vez menor). Não é só sobre ferramenta. É sobre algo mais profundo: aquilo que a pessoa estudou por anos, que construiu sua carreira e sua reputação profissional (e muitas vezes pessoal), de repente parecer ter menos valor do que antes. O valor começa a se deslocar para outras coisas.
E também para novos tipos de habilidade:
O trabalho deixa de ser execução e passa a ser direção. E isso vem com uma responsabilidade maior. Porque quando algo dá errado, não dá para “culpar a IA”. Esse é o momento em que o humano precisa liderar. Não tem atalho: você precisa entender o que deu errado, por que deu errado e como expressar a correção de forma que o agente realmente consiga agir. Isso não é menos engenharia. É mais. Só que em um nível diferente. No fim, IA não tira o papel da pessoa desenvolvedora. Mas muda o que define uma boa pessoa desenvolvedora. |
Ex-VP Engineering @ Creditas ($4.8B). 20+ years building and scaling tech teams. Today, I help CTOs make better decisions.
Nos últimos meses construí um projeto pessoal usando Claude como principal ferramenta de desenvolvimento. A ideia parecia simples: Criar um bolão da Copa do Mundo onde os participantes fazem todos os palpites antes do torneio começar, como fazíamos em excel até pouco tempo atrás. O software ficou pronto muito mais rápido do que eu imaginava. Mas o mais interessante foram os aprendizados ao longo do caminho. Alguns deles: Testes são obrigatórios. Em um momento eu decidi que iria ler todos os...
Uma ideia muito forte do Uncle Bob sobre IA: “Sem restrições, os agentes fazem qualquer coisa.” Por isso ele insiste muito na criação de “physical barriers”. Ou seja: mecanismos concretos que limitam o que a IA pode fazer dentro do sistema. O checklist que ele sugere é interessante: unit tests com cobertura extremamente alta (os agentes usam os testes para entender o comportamento esperado do sistema) acceptance tests escritos em Gherkin/BDD (testes legíveis por humanos funcionando como...
Una idea muy fuerte de Uncle Bob sobre IA: “Sin restricciones, los agentes hacen cualquier cosa.” Por eso insiste mucho en la creación de “physical barriers”. Es decir: mecanismos concretos que limitan lo que la IA puede hacer dentro del sistema. El checklist que él sugiere es interesante: unit tests con cobertura extremadamente alta (los agentes usan los tests para entender el comportamiento esperado del sistema) acceptance tests escritos en Gherkin/BDD (tests legibles para humanos...